Nomes Poloneses

Nomes

Tradução e significado de nomes e sobrenomes

O nome da Polônia é originário do nome da tribo dos polanos, isto é, pessoas que cultivam a terra. Essa tribo habitava a bacia do rio Warta, região posteriormente denominada Grande Polônia. IAROCHINSKI do polonês Jaroszýnski

Segundo o Centro de Pesquisas Históricas de Londres, instituição inglesa dedicada à pesquisa e estudo da história dos sobrenomes europeus, o nome de família Jaroszýnski é classificado como sendo de origem habitacional. Nomes habitacionais são aqueles nomes de família derivados de uma localidade ou lugar de residência e berço da família, ou ainda, originário do nome de uma cidade ou vila onde nasceu o primeiro elemento familiar. Algumas vezes, os nomes habitacionais referem-se às casas, que são distinguidas por um sinal, ou placa gravada e que é colocada sobre a porta de entrada da residência. No caso de Jaroszýnski, este nome, do antigo idioma polonês é derivado de Jaroslaw - Jaro: jovem, robusto / slaw: glória. Acrescido do sufixo nski, que por sua vez se refere a uma daquelas casas que estavam localizadas próximas do castelo de Jaroslaw. Ou seja, Jaroszýnski pode ser também traduzido como "aquele que mora perto do Jovem robusto cheio de glória". Variantes deste sobrenome incluem Jaroszewski, Jarasezsky, Jarosinski, Jarosz entre um grande número de outros.

Uma das primeiras referências deste nome, ou de uma de suas variantes documentadas, fala de Marcin Jaroszkowski, que esteve envolvido na eleição da Jan III, contudo, pesquisas em curso, indicam que este nome pode ter sido documentado bem antes. Outras referências, incluem Fedor Jaroszýnski, em 1773 e o sobrenome Jaurski foi proprietário de terras em Minsk, durante o século dezoito.

De acordo com o sistema de clãs polonês, famílias nobres recentes recebiam brasões antigos não mais usados, neste caso os Jaroszýnski receberam os brazões do clã Janina, bem como uma centena de outras famílias polonesas, que acabaram por constituir um pequeno nome dentro de um grupo maior no contexto do sistema. A grande imigração européia dos séculos XVII,XVIII,XIX e XX introduziu muitos nomes da Europa Oriental nas Américas. Pesquisas indicam que talvez a primeira variação deste nome tenha chegado aos Estados Unidos, em 1872. Franz e Joseph Jaräzeski chegaram neste ano a Baltimore. Mas é claro que este nome pode ter chegado às Américas bem antes disso.

Muitos dos sobrenomes de descendentes poloneses grafados em português com a terminação CHINSKI são grafadas em polonês como SZÝNSKI. Na verdade chinski é a pronúncia em polonês de szýnski. Exemplo: Lechinski, Copruchinski e etc.

Raíses Históricas

Ainda, segundo o professor L. Celiñski, do Instituto Histórico, Geográfico e Etnográfico Paranaense, os sobrenomes poloneses têm muita história. Os sobrenomes em "SKI", "CKI", "IC" e "ICZ" não existiam antes do século XV (anos 1400). O que leva a supor que os demais são mais antigos que aqueles. Mas permite também concluir que estudos genealógicos de linhagens familiares ainda existentes podem chegar a retroceder cinco séculos.

Naqueles primórdios, apenas o filho primogênito herdava o sobrenome paterno (bem como o brasão original). Os demais, deveriam constituir novas linhagens de famílias (e brasões). o mesmo acontecia com o título aristocrático; se era do tipo "palotinus", os filhos tinham direito de herdá-lo, o qual extinguia-se com a morte paterna. Por outro lado, os filhos ilegítimos, em alguns casos recebiam o sobrenome paterno integral (Brasão idem), ou incompleto (brasão parcial). Por exemplo, se o sobrenome do pai natural era, digamos "Zwolinski", o filho extra conjugal recebia o sobrenome "Wolinski", ou de "Dobinski" para "Binski". Uma terceira possibilidade era criar um sobrenome a partir de um fato geográfico. Se o local se chamasse "Jawor", poderia dar origem ao sobrenome "Jaworski"; mas esse costume não era exclusivo desses procedimentos extralegais.

Durante a idade média, portanto antes dos anos 1400, as pessoas possuíam apelidos, alguns depreciativos, alguns pornográficos até, outros, nomes próprios de origem eslava ou bíblica. Antes da adoção do uso dos sobrenomes, como hoje os conhecemos, aqueles apelidos e nomes eram acompanhados da denominação da propriedade rural. Se o indivíduo João morasse em "zawada", então era reconhecido como João de Zawada; um outro José, domiciliado em "Nowa", era José de Nowa. Tempos depois. Seus descendentes, poderiam passar a usar o sobrenome de Zawadzki e Nowacki, respectivamente. Algo semelhante ocorria com a formação dos sobrenomes terminados em "IC" e "CZ". Estes provinham dos burgos ou povoações de origem e não de propriedades rurais familiares como o caso acima descrito. As terminações em "CKI" e "SKI", também se formaram a partir dos nomes das propriedades rurais possuídas, mas a diferença é de caráter gramatical e não necessariamente, na natureza da origem regional.

Durante séculos, os contatos diplomáticos, comerciais, militares com países próximos ou afastados, exerceram significativa influência também sobre a onomástica polonesa. Até os dias de hoje são encontrados sobrenomes de origem alemã, armênia, grega, húngara, italiana, lituana, persa, romena, russa. Alguns desses sobrenomes estrangeiros eram polonizados, outros vertidos polonês, outros mantinham-se originais. Um curioso exemplo da polonização é o sobrenome Kossubudzki. Em 1324, um fidalgo alemão, Nicolas Von Kossabude, instalou-se na Polônia e seus descendentes poloneses passaram a ser conhecidos como os Kossubudzki. A tradução dos sobrenomes italianos para o polaco, geralmente eram literais. Por exemplo, o Montelupi passou a ser o sobrenome polonês Wilczogórski (Montanha-de-lobos). Exemplos de sobrenomes mantidos na fonética ou grafia original: Adank (do alemão, Habdak), Baubonanbek (persa), Korniakt (grego), Korybutt (lituano), Kardosz (húngaro), Imbram (turco), Orman (armênio), etc.

Um caso à parte são os sobrenomes judaicos . Chegados ao país ainda na Idade Média, passaram a formar um muito importante enclave étnico. Antes da Segunda Guerra Mundial, compunham cerca de 10% da população. Contribuíram de forma relevante no comércio, cultura e ciências polonesas. Quem não se lembra de L. Zamenhof, o criador do Esperanto ?

Quando eventualmente convertidos ao catolicismo, podiam ter novo sobrenome constituído a partir da localidade onde moravam; tê-lo emprestado da família fidalga polonesa que os patrocinou ou formado raiz do nome do mês em que foram batizados, ou mesmo, decorrente das graças do ato do batismo, algo com Boa Ventura, Boa Fé, etc. Mas muitos se conservaram no original, com grafia polonesa ou não.

Quem de nós pode afirmar com segurança as suas verdadeiras origens étnicas ? Mesmo que tenha um sobrenome genuinamente polonês. Esta dúvida ministério pode ser revelado através da investigação genealógica, desvendando muitos dos nossos antecessores familiares. Quiçá o nosso "pedigree" aristocrático.

Artigo escrito pelo Professor L. Celiñski